Meu caro leitor, hoje, após uma partida de futsal onde marquei o primeiro gol do jogo e derrubei numa falta violentíssima um jogador adversário (as duas coisas juntas foram meu conceito de boa partida) caminhei alguns metros com alguns amigos.
Éramos 5. Um vascaíno que fazia companhia a mim e a três botafoguenses, os fundadores e membros solitários da jovem e desconhecida torcida Revolufogo (Revolucionáios do Botafogo), composta por dois socialistas, do tipo marxista convicto, e um nacional-socialista (fascista...!?) enrustido. A discussão girava em torno da preferência entre os títulos "Libertadores da América" e "Campeonato Carioca", e, claro, sobre o jogo do próximo domingo.
Neste momento saio completamente do assunto futebol para relatar um fenômeno. A loira. A uns 12 metros a nossa frente vejo uma beldade sem igual. Loira, pele bem clara, cerca de 1,85m, corpo escultural e com roupas de quem se dirigia a academia. A imagem me impressionou, acho que não fui fiel o suficiente. O rosto era de uma beleza suave, diferente de mulheres que forjam o corpo em horas de malhação, mas mesmo assim com o corpo em forma. Seios fartos e um bumbum... com volume, mas modelado por uma escultor de talento! Meu impulso era de ajoelhar e aplaudir, mas me contentei em aplaudir... O que quero destacar é que diante daquela beldade, os caras passaram direto! Nem comentaram, não viram! Estavam mais interessados em um improvável chocolate alvinegro sobre o meu Mengão. Percebi ali o fascínio que o futebol exerce sobre os homens, e refleti um pouco sobre o tema dos títulos (e muito sobre as pernas da loira).
Penso que quando se trata de homens a questão sempre é demarcação de território. A graça de um Mundial, de uma Libertadores, de um Sul-americano é dizer eu tenho e você não têm, eu fui e você ficou. Sobre isso só posso dizer, eu tenho, eu vou e se não estou lá esse ano se preocupa não, ano que vêm eu volto! Rs. E, nesse sentido a competição regional ganha maior relevância. É quando de fato os candidatos a macho alfa se encontram, se enfrentam e definem a chefia. E a respeito disso só posso dizer: 30 títulos garoto, quero ver chegar aqui. Mas enfim.
Ninguém morre por não ir a Libertadores, o sofrimento é maior, muito maior, em um rebaixamento (e aqui só posso falar enquanto expectador). A briga pelo título nacional é sempre a mais honrosa, a mais disputada, a obrigação do clube. Mas mesmo assim, no final, o que importa é se sair melhor que os adversários diretos, os concorrentes estaduais. O que importa pra gente, é a briga do início do ano, o resto é só pra se mantêr aquecido, pra mantêr a rivalidade, no fim o que importa é quem dá as cartas dentro de casa. O clube campeão e o que mais vezes foi campeão no Estadual é que mandam. Em 2009, talvez um clube alcance a soberania carioca.
terça-feira, 14 de abril de 2009
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hahahahaha...belo texto!!!Agora o blog vai ficar bom!!!Chega da maldita cordialidade!!
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